Olhares atentos, público boquiaberto. Não era para menos, naquele momento o Teatro Rival Petrobrás recebia em seu palco Luiza Possi. Vestindo uma blusa com paetês e saia longa na cor creme, Luiza brilhou no palco, não apenas por sua blusa, mas por sua voz e beleza encantadoras.
O público começou a chegar cedo na casa, por volta das 18h30min. Havia muita expectativa em torno do show de Luiza, afinal era uma apresentação única, para divulgar seu mais novo trabalho "A vida é agora" gravado no Teatro Municipal de Niterói
Quem a vê entrar no palco com passos suaves, rosto angelical, imagina o espetáculo que vai assistir. Luiza não deixa a desejar, brinda a todos com um ótimo show que vai do pop ŕ bossa nova, passando pelo Samba. Em alguns momentos lembra sua mãe, Zizi Possi, no palco. Apenas lembra, pois Luiza tem seu jeito particular de cantar que rompe com qualquer formato que a indústria fonográfica impõe no mercado.
Acompanhada de Bruno Copine (contra-baixo), Ivan Teixeira (teclado), Adriano Siqueira (violão/cavaquinho/guitarra) e Ramon Batere (bateria) Luiza cantou "A vida é mesmo agora", "Fogo e desejo", "Tempo Tempo" entre outras. Quando cantou "Dois iguais", o público presente estava com a letra na ponta da língua e num grande coral acompanharam Luiza.
Antes de interpretar "Tango Nanci", explicou o porquê de esta canção constar no repertório: "Testei minha cara de pau. Liguei para o Chico (Buarque) e pedi uma música diferente de tudo. Ele indicou "Tango de Nanci", uma música quase esquecida. Adorei o resultado" - disse Luiza.
Em uma das músicas ela assume os teclados para tocar e cantar. Nessa hora, os músicos se retiraram e Luiza tem o palco vazio. Apenas ela, o teclado e os espectadores. Um momento mais íntimo de Luiza com o público. Quem disse que o palco ficou grande para ela? Com sua voz maravilhosa e sua beleza estonteante, Luiza preenche todos os espaços vazios que poderia haver naquele momento.
No show também há espaço para o momento acústico. Ela canta a música "Coração de Papel" com auxílio de dois violões. O show prossegue de maneira muito natural demonstrando que Luiza e banda estão numa sintonia perfeita.
Para encerrar a noite com chave de ouro, cantou "Lilás" de Djavan e foi prontamente aplaudida. Na saída, o público ainda estava dominado pela energia positiva que o show passou. A aposentada Maria de Lourdes, de 64 anos, disse: "Foi mágico". Já o engenheiro Carlos Montreal, de 38 anos, disse: "Uma noite especial numa casa especial".
Por Felipe Lins
|
|
|
|
|
Voltar |