Dominguinhos

Nosso homenageado José Domingos de Moraes nasceu em 12 de fevereiro de 1941 é pernambucano de Garanhuns. É compositor, cantor e toca uma sanfona como ninguém! Seu pai famoso mestre Chicão, foi um grande tocador e afinador de foles. Estamos falando de “Dominguinhos”, um dos mestres da Música Popular Brasileira.

Seu nome artístico foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, que considerou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística. Com a sanfona ganha do próprio Gonzagão, passou a percorrer o interior do Rio de Janeiro na companhia dos irmãos, apresentando-se em circos e arrasta-pés. Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco de Luiz Gonzaga, na música "Moça de feira", de Armando Nunes e J.Portela. No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de Trio Nordestino.

Tomou contato com outros ritmos musicais e aprendeu a tocar samba e bolero. Em 1967, fez parte de uma excursão de Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também fazia parte do grupo a cantora pernambucana Anastácia. Os dois iniciaram então uma carreira artística conjunta e um relacionamento amoroso, que os levou ao casamento. Observado pelo empresário Guilherme Araújo tocando num show de Luiz Gonzaga, em 1972, foi convidado por ele a trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. Viajou para a França com Gal, acompanhando a cantora baiana em apresentação no Midem, em Cannes. Participou como instrumentista de inúmeros shows de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Participou do primeiro disco gravado por Elba Ramalho, "Ave de Prata", de 1979. Em 1980, participou do II Festival Internacional de Jazz de São Paulo. Em 1981, participou, com destaque, do programa "Som Brasil", na TV Globo. Na década de 1980, suas composições "De volta pro meu aconchego", em parceria com Nando Cordel, gravada por Elba Ramalho, e "Isso aqui tá bom demais", em parceria com Chico Buarque, e gravada pelos dois, foram incluídas na novela "Roque Santeiro", da TV Globo, o que fez aumentar nacionalmente sua popularidade. Em 1984, o cantor e compositor Chico Buarque gravou em seu disco "Chico Buarque" a composição "Tantas palavras", parceria de Chico e Dominguinhos, que obteve grande sucesso. Em 1985, a composição "Esse mato, essa terra", composta em parceria com a cantora, sua esposa, Maria de Guadalupe, foi incluída na trilha sonora do filme "Aventuras de um paraíba", de Marco Altenberg. Em 1993 criou o Projeto Asa Branca, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, destinado a levar shows de música popular para praças públicas de diversos estados brasileiros.

Em 2001 foi o grande homenageado no 11º Festival de Inverno de Garanhuns, sua cidade natal, com um concerto sinfônico. Em 2002, teve participação especial, com seu acordeom, no CD "Sertão", lançado por Gereba, em comemoração aos 100 anos do lançamento do livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha. No início de 2003, gravou com Sivuca e Oswaldinho do Acordeom um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton com repertório escolhido na hora e arranjos feitos no próprio estúdio, no qual aparecem composições como "Maria Fulô" e "Feira de Mangaio", de Sivuca, além de muitas de autoria de Luiz Gonzaga, resultando numa homenagem natural ao Rei do baião.

Também em 2007, a gravadora Biscoito Fino lançou o CD "Yamandu+Dominguinhos", em que os dois instrumentistas tocam num dueto de violão e sanfona. Em 2008, foi o grande homenageado no Prêmio Multishow. Em 2009, gravou, no maior teatro ao ar livre do mundo, o Nova Jerusalém, em Pernambuco, o DVD "Dominguinhos ao vivo". Em março de 2010, participou do programa "Emoções Sertanejas", da Rede Globo de Televisão, interpretando, com Paula Fernandes a música "Caminhoneiro", versão de Roberto e Erasmo Carlos, para canção de John Hartford. Em 2011, participou do "São João carioca", evento realizado pela prefeitura do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, comemorando a passagem dos festejos juninos.

Fonte: Dicionário Cravo Albin